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O Blog da Dúvida

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Mas a cidade não contém o seu passado, ela conta-o como as linhas da mão, escrito nos ângulos das ruas, nas grades das janelas, nos corrimões das escadas, cada segmento riscado por arranhões, entalhes, esfoladuras

Italo Calvino, “As Cidades Invisíveis”

Há sinais de abandono evidentes, cafés e lojas sem vida, fachadas a apodrecer, o peso da inércia e da descrença pesando sobre o casario do velho coração da cidade. Os dias invernosos, a chuva, a humidade entranhada acentuam o ar lúgubre da vetusta Rua do Comércio, outrora artéria central da urbe, agora ameaçada por um fenómeno de esclerose mais vasto que vai debilitando toda uma região.

Somos do interior de um território, de um tempo, de um país que jamais se soube organizar como corpo coerente, nem mesmo em tempos de abundância quando à metrópole aportavam o oiro e a pimenta. Confiado na sua dimensão ultramarina e nos proventos das colónias, o Estado descurou qualquer ambição de desenvolvimento do país, ao mesmo tempo que crescia desproporcionadamente. A explicação oportuna pertence a Rui Ramos, coordenador da novíssima “História de Portugal”. De acordo com o mesmo, “isso criou um poder político centrado em Lisboa, transformada quase em cidade-estado onde tudo se passava, à margem de um interior rural e pobre com que ninguém se preocupava”.

E aqui, nesta cidade encastrada no suave declinar da serra, porto de alegria por inventar, o peso da interioridade assume contornos particulares, de saturação, de enervamento, de falhanço colectivo, gerando uma atmosfera peculiar, com a sua nota de encanto funesto. Trocam-se sorrisos pouco claros, adia-se qualquer gesto de partilha calorosa, foge-se para Espanha, para Castelo Branco, para Lisboa, de modo a escapar à pequena representação, à farsa sem sentido dos dias convencionados e das rotinas replicadas sem alma.

Busca-se o pulsar forte de uma urbe, o gozo descomprometido, as luzes e o estrépito dos centros comerciais, e volta-se com o pequeno remorso de uma traição inconsequente, de um devaneio carecido de ousadia. O quotidiano retomado é apenas vagamente doloroso, repleto de rumores inconsequentes, de conversas banais sobre a actualidade mediática, que são o prenúncio de uma resistência já quebrada, de um retorno tolerante aos lugares de todos os dias.

Assim se vai escrevendo uma história de resignação, de desenvolvimento adiado, amordaçadas as almas por esta ambiência soturna de uma cidade que parece cada vez mais falhar a sua vocação como capital de um distrito, onde outros vão assumindo maior protagonismo.

A cidade sobrevive dificilmente, presa às memórias de um tempo onde a azáfama das fábricas, do pequeno comércio, dos serviços desenhavam um cenário tranquilizador, no qual não faltava, ainda, o bulício dos cafés como O Facha, O Central, O Alentejano e O Tarro (os mais velhos evocarão, porventura, O Plátano, O Alpendre, a inolvidável tasca do Marchão). Perderam-se traços identitários fortes, o Cinema no Crisfal é mera recordação, o Jardim da Corredoura foi impiedosamente trucidado, o Clube de Ténis, a Quinta da Saúde, o Colégio de Santo António jazem num limbo de esquecimento, entre muitos outros espaços que subsistem maltratados e desprezados.

Esta incapacidade para manter vivos e estimar símbolos basilares no plano da vivência colectiva, tem-se revelado como um dos factores mais desgostantes e desmobilizadores para muitos dos que vão teimando em ficar, presos ao apego de uma matriz indiscernível, de um perfume difuso de casas antiquíssimas. Para estes, restará sempre o pulsar nostálgico dos lugares, o alento de memórias percutidas desde o fundo de uma cidade que se debate entre a realidade e a lenda, como uma dessas “cidades invisíveis” descritas por Italo Calvino com minúcia poética.

Dou por mim a caminhar pelas mesmas ruas de sempre, na peugada de alguma coisa perdida ou por acontecer, fiel a uma cidade que é a minha, pelo que dela sei tanto quanto pelo que dela desconheço. Trata-se de uma busca circular, infecunda, pois no fundo os lugares, tanto quanto as pessoas, existem apenas enquanto passado reificado ou futuro em esboço, e o presente é essa ordem adiada a debater-se entre as realidades fantasmáticas da memória e do desejo.

Contra a evidente estratégia de asfixia imposta pelo poder central (veja-se, por exemplo, como o orçamento de estado do presente ano nos reduz à quase insignificância), contra a ineficácia das estratégias locais e os atavismos que nos afundam numa magoada melancolia, Portalegre persiste e vai fitando, recalcitrante, o futuro.

Há novos espaços de cultura, de encontro e de convívio, mas a continuada sangria populacional documentada pelas estatísticas gera inquietação. Há novos agentes de desenvolvimento e novas plataformas de intervenção, mas o centro histórico está a morrer aos poucos e o pequeno comércio é, cada vez mais, uma realidade acossada. Paira alguma incompreensão, quanto a opções que dificultam uma afirmação de valores culturais e históricos próprios. Falta, na mesma medida, um pensamento orientador que ataque as razões de isolamento e permita uma maior visibilidade e atractividade no contexto regional e transfronteiriço em que nos inserimos.

Socorro-me dos versos de Cesariny: “Faz falta por aqui uma grande razão”, uma razão que não seja a soma de pequenos interesses instalados, de egoísmos ressabiados, mas um impulso participado para romper a abulia e o medo de existir que, também por aqui, nos vai tolhendo a vontade.

Esta é, em todo o caso, uma terra para habitar sem fatalismos, na expectativa crua de que é feita a vida em qualquer lugar, tão semelhante afinal é o destino que nos empurra e nos molda. Num arrepio de horas irreais, contemplo-a vezes sem conta em busca de uma cintilação, de um contorno, de uma linha pulsante, e medito as múltiplas ramificações a que dá lugar na imaginação de todos os que a habitaram ou habitam. Tal como um poema é composto de palavras, uma cidade é composta de homens, homens que sonham diferentes cidades dentro da cidade.

Portalegre revelada por uma teoria poética de fractais, um segredo guardado demasiado tempo, um saber rarefeito, isto ou o silêncio acumulado dos muros, o escudo de cal defensiva, memórias presas num dúbio limiar de autenticidade.

Carlos Baptista
Colaborador da Revista Pormenores

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O Inverno foi longo, frio e chuvoso. Pareceu-nos uma verdadeira eternidade.

Uns disseram que nunca tinham visto nada assim, outros afirmaram que foi um Inverno à antiga. Apresentam-se estatísticas, que dizem que este foi o Inverno mais chuvoso de sempre, e outros apontam estas súbitas mudanças como a face mais visível das alterações climáticas.

Da nossa parte, sabemos que as barragens se encheram e que os campos estão verdejantes como nunca. A Primavera sorri para nós com um esplendor inesperado. Valeu a pena, no final de contas, ter vivido dias tão cinzentos.

Parece que funciona assim, na natureza, como na vida. Devemos passar por ciclos cinzentos para que possamos compreender em pleno a dádiva das pequenas alegrias.

A Pormenores completa nesta edição um ano de vida. Com menos edições do que esperávamos, com um intervalo na publicação que não estava programado e com muitos dias cinzentos pelo meio.

Mas, por estes lados, o sol começa a brilhar timidamente, e as pequenas vitórias desta equipa fazem tudo valer a pena.

Há mesmo muito tempo que não se via bom tempo.

Parabéns à Pormenores. Aos colaboradores, aos assinantes, aos leitores, aos parceiros, aos curiosos que nos descobrem em todas as edições por esse país fora.

E parabéns a esta equipa. Que se deixou vencer em algumas “batalhas”, mas que não desistiu da “guerra” que considera essencial. Contribuir para a melhoria de qualidade da imprensa no Alentejo e para o desenvolvimento desta região.

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A 6ª edição da Pormenores está recheada, como já é habitual, de histórias deste nosso Alentejo. Difícil é escolher entre tantos temas interessantes e tantas “estórias” que nos entram pela redacção. Ainda mais, quando tantas pessoas de boa vontade se propõem ajudar nas mais variadas áreas. Desde a fotografia à ilustração, passando pela reportagem, é uma pena não termos espaço para publicar todas as propostas de colaboração que nos chegam. Há tanto talento na nossa região.

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No decorrer dos últimos meses, a Pormenores “instalou-se” confortavelmente na Internet.

O advento da tecnologia assim o dita e a Pormenores, para além do indispensável site – www.pormenores.pt-  e do já rotineiro Blog  - www.blog.pormenores.pt-  está assiduamente no facebook e no twitter. Porque todos os dias há pormenores para divulgar e coisas a acontecer e, principalmente, porque precisamos de ouvir o nosso leitor. A Pormenores é também feita por si.

Visite-nos online, troque ideias com a redacção, conte-nos sobre o “seu Alentejo”.

Ângela Mendes
angelamendes@pormenores.pt

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PrintA Rota das Tabernas está de regresso. De 4 de Junho a 3 de Julho, Grândola dá a conhecer os melhores e mais genuínos sabores do Alentejo. Esta rota irá passar por sete Tabernas do Concelho, numa iniciativa que pretende recuperar e revitalizar estes locais de convívio e cultura popular.

“Sopa de catacuzes”, “frango em molho com pimentos assados”, “orelha de coentrada”, “javali de cebolada”, “fritadinha de carne”, “salada de bacalhau assado com chicharos” as tradicionais “migas com carne de porco” ou os famosos “torresmos”, convidam a momentos de degustação que guiam os sentidos por uma viagem aos sabores da melhor cozinha alentejana.

Cada petisco será acompanhado por um “menu cultural” surpresa, que pode incluir poetas populares, cante alentejano, fado e música popular.

Locais privilegiados de encontro, convívio e palco de importantes manifestações de cultura popular, as tabernas foram desaparecendo, levando consigo os hábitos e histórias de uma terra.

Recuperar e revigorar estes “locais de culto”, é o grande objectivo do Município de Grândola, com esta iniciativa, que já vai na 16ª edição.

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banda desenhadawww.festivalbdbeja.net

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Com o objectivo de facilitar o acesso dos clientes aos restaurantes,  e apostando em soluções inovadoras, foi criado o brook.

Neste portal é possível reservar, com maior rapidez e comodidade, através da internet uma mesa num dos melhores restaurantes da Grande Lisboa e ainda obter descontos em muitos deles.

Ao efectuar a reserva via brook, recebe um sms ou e-mail de confirmação, em tempo real.

A Brooks aposta na vertente online e está também disponível nas várias redes sociais como o Facebook ou o Twitter.

A Books tem mais de uma centena de restaurantes ao seu dispor na Grande Lisboa e disponibiliza ainda vários conteúdos, como criticas a restaurantes e notícias.

www.brooks.pt

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cARTAZ A3

É já esta quinta-feira que Portalegre recebe a 1ª edição de ArtFest – Feira Sócio-Cultural Alternativa. O evento vai decorrer de 15 a 17 de Abril na Casa do Benfica (antigo Desportivo), em Portalegre, aberto a todas as faixas etárias.

Esta iniciativa, aberta a todas as faixas etárias, parte de um grupo de jovens portalegrenses que acha que a cidade está a ficar adormecida e, dizem, “a precisar de uma revolta de cultura”.

O objectivo passa por expor as qualidades da juventude natural ou residente na cidade, com actividades tão variadas como fotografia, pintura, artesanato, vestuário, artes plásticas, recitais de poesia, pinturas faciais, break dance, entre outras, e com a produção de workshops de teatro, marionetas, dança criativa, aprendizagem de alguns instrumentos musicais e música ao vivo com algumas bandas de rock, projectos de musica alternativa de electrónica, ambient/dub/down-tempo e rap/hip-hop.

“Há que reavivar Portalegre e a nossa juventude, e penso que esta iniciativa seria uma boa aposta para que isso aconteça. Há que dar a conhecer o que muitos dos nossos jovens fazem por cá e para cá.”, disse Telma Raínho da organização, referindo ainda que esta é também uma forma de “proporcionar a todas as pessoas das diversas faixas etárias esta alternativa cultural para combater a monotonia neste tempo de crise que por cá anda.“

Programa

As portas abrem dia 15 às 18h00 e nos dias 16 e 17, às 14:30.

A entrada tem um preço de 1€ diário.

Para mais informações contactar Telma Raínho: 934837664 / 968096770

Informação Disponibilizada por 2Land

Com o Apoio da Revista Pormenores

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henrique raposo
Na sua crónica do Expresso desta semana – a que deu o nome “O meu Alentejo” – Henrique Raposo declara que sentiu um daqueles “balázios metafísicos” ao folhear a Pormenores.

Embora seja apenas uma breve referência, estar entre os filmes de Michael Mann, Robert de Niro e Al Pacino, e entre  frases como “É no Alentejo que me sinto em casa” e “É através do Alentejo que posso respeitar Portugal”, é motivo de orgulho para a equipa da Pormenores ter ajudado o cronista a encontrar a sua “terra”.

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Portugal é a mais antiga nação da Europa e foi conhecido antigamente pelo nome de Lusitânia.

Tendo como referência a história de Portugal, a UNITED PHOTO PRESS lança o concurso internacional de 20 mil euros em prémios PORTUGAL 2010.

O concurso internacional PORTUGAL 2010 é aberto a todos os profissionais e amadores, nacionais e estrangeiros.
Integra fotografia, video por telémovel, escrita criativa e pintura interligando as 4 áreas e várias categorias nos trabalhos apresentados.

Surge desta forma a fusão de vários temas em fotografia, video, escrita criativa e pintura que passam pela construção de uma contracultura na arte Portuguesa; não exactamente no sentido radical de ruptura com a realidade social mas num sentido em que, precisamente, a partir dessa realidade mixada nas áreas, supostamente indiferente e perversamente domesticada, se afirma o olhar irónico, crítico ou redentor dos autores através dos temas a concurso do PORTUGAL 2010, que tem como sub-tema Portugal no Mundo, alargando infinitamente a realização e produção dos trabalhos no exterior.

Os trabalhos seleccionados serão apresentados em exposições nacionais e internacionais, finalizando o concurso com o livro PORTUGAL 2010.

Ler o Regulamento aqui.

Por cada inscrição será doado €1 ao FREE TIBET Portugal

O concurso tem apoio da Revista Pormenores.

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O Clube das Republicas Mortas – “Pormenores”

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Chegamos esta semana à marca do 1200 fãs na nossa página do Facebook.


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Em termos de género, os nossos fãs estão equitativamente divididos!

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Com os crescimento do número de conteúdos produzidos pela redacção, o número de visualizações também registou um aumento significativo.

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Cada vez mais os nossos fãs participam e dão a sua opinião sobre os assuntos que são divulgados no facebook da Pormenores.


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A equipa da Pormenores deseja a todos uma Boa Páscoa .

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A revista Ler do mês de Março, que fala maioritariamente de gastronomia e da inerente sociabilidade da mesa, faz nesta edição uma importante referência ao livro Alentejanando- Estórias e Sabores, da autoria de Joaquim Pulga, com prefácio José Carlos Albino.

Joaquim Pulga é nosso colaborador e tem-nos presenteado com deliciosas receitas na secção de gastronomia da Pormenores.

Apesar de na ultima edição esta secção não ter sido publicada, está prometido o regresso na 6ª edição da Pormenores, já no próximo mês de Abril.


ler de março


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O Bibliocafé Intensidez recebeu-nos este sábado para uma pequena apresentação da 5ª edição da Pormenores.

O espaço é sóbrio e acolhedor e encheu-se por completo numa noite de sábado bastante agradável.

Foi uma conversa bastante informal onde se trocaram algumas ideias sobre a imprensa regional e se esclareceram pontos essenciais sobre o Projecto Revista Pormenores.

Agradecemos a presença do público e, principalmente, a forma calorosa com que fomos recebidos pela Ana e pelo David, numa livraria diferente cujo espaço de refeições a equipa da Pormenores recomenda vivamente!*

* O bolo de chocolate com gelado é absolutamente divinal.

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A capa da Pormenores passou a estar presente no site Jornais & Revistas na secção cultura e Lazer.

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A equipa da Pormenores vai estar por Évora no próximo sábado para falar sobre a 5ª edição da Pormenores e dar a conhecer o projecto ao público. Será uma pequena apresentação no bibliocafé Intensidez, pelas 22h.

Se estiverem por perto passem por lá!

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Revista Pormenores de regresso às bancas

Depois de um interregno de alguns meses, a Revista Pormenores volta esta semana ao activo, colocando na rua a sua 5ª edição. Anteriormente com uma periodicidade mensal, e depois de uma necessária reestruturação em parte dos seus moldes, passa a bimestral, colocando ainda mais ênfase no aprofundamento dos temas explorados.

Mantendo inalteradas as directrizes que estiveram na sua génese, tanto a nível deontológico como gráfico, procura nesta sua segunda “carga” assegurar a continuidade de um projecto que desde cedo tentou inovar e preencher um espaço vazio existente na imprensa alentejana.

Optando desde o início por dar uma cobertura por igual a todo o Alentejo, ambiciona alargar áreas de influência e de mútuo conhecimento, levando a região a todo o País.

Não obstante o reforço de um jornalismo atento e crítico, a principal abordagem permanece centrada no positivismo, em mostrar o que de melhor se tem e se faz num Alentejo tantas vezes ignorado e esquecido.

É essa a direcção que aponta o editorial desta edição de Fevereiro, onde se fala “dos que por cá ficam, dos que para cá voltam, dos que por cá andaram e nunca esqueceram (…) umas vezes bebendo e outras dando a beber”.

Apesar das dificuldades sentidas em todo o processo, a equipa por detrás da Revista Pormenores continua convicta da sua escolha inicial, a de ficar e apostar na região alentejana e nos que por cá decidem viver

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destaques


Para além dos destaques pode ainda encontrar na Pormenores deste mês:

[Economia/Agricultura] 2015 e a recusa de um fim anunciado – o lento sangrar do sector leiteiro

[Cultura] “Trastes de 4 pés e assento de buínho

[Politica] Plano de Prevenção Anti-corrupção

[Saúde] Rede oncológica e as politicas de concentração

[História] Das beiras para o Alentejo

[Perfil] Maria Leal da Costa

[Turismo] Minas do Lousal

[Turismo / Perspectivas] Marvão: uma marca a registar

[Conhecer] Freguesia da Sé (Portalegre)

[Gentes] Mariana Campaniça

[Internet / Novas tecnologias] Portalegre Digital

[Arquitectura] Técnicas para a reabilitação de edifícios antigos

[Património] Ainda sai fumo branco pelo carrego – onde estão as paredes caiadas?

[Música] O regresso dos rebeldes (parte II)

[Ficção] Um maço de Winston

[Investigação cientifica] Práticas de gestão ambiental na administração pública

[Opinião] O Ano da Biodiversidade

[Dialectos] Ensaios e Tertúlias na Tasca do Mirra

[Portfólio] Paulo Moreira

[Agenda]

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cabeçalho -JazzFest

A Revista Pormenores, em parceria com o Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre, lança um Passatempo que oferece 6 livre-trânsito aos seus leitores para a edição do VIII JazzFest, a decorrer entre os dias 18 e 27 de Fevereiro.

Lançamos hoje a sexta e última pergunta do passatempo:

Em que dias decorreu o JazzFest do ano Passado?

Para participar basta responder por email para: geral@pormenores.pt

Será considerada vencedora a primeira resposta correcta recebida pela redacção nesta caixa de correio.

Boa sorte!

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cabeçalho -JazzFest

A Revista Pormenores, em parceria com o Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre, lança um Passatempo que oferece 6 livre-trânsito aos seus leitores para a edição do VIII JazzFest, a decorrer entre os dias 18 e 27 de Fevereiro.

Lançamos hoje a quinta pergunta do passatempo:

Quem coordenou a entrevista a Gianluca Petrella na primeira edição da Revista Pormenores?

Para participar basta responder por email para: geral@pormenores.pt

Será considerada vencedora a primeira resposta correcta recebida pela redacção nesta caixa de correio.

Boa sorte!

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cabeçalho -JazzFest

A Revista Pormenores, em parceria com o Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre, lança um Passatempo que oferece 6 livre-trânsito aos seus leitores para a edição do VIII JazzFest, a decorrer entre os dias 18 e 27 de Fevereiro.

Lançamos hoje a quarta pergunta do passatempo:

A crónica assinada pelo Nuno Catarino, na edição da Pormenores onde se foca o JazzFest de 2009, é acompanhada por uma ilustração. Qual o nome do ilustrador?

Para participar basta responder por email para: geral@pormenores.pt

Será considerada vencedora a primeira resposta correcta recebida pela redacção nesta caixa de correio.

Boa sorte!

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Está oficalmente aberta a semana de paginação. A 5ª edição da Pormenores começa a ganhar forma.

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cabeçalho -JazzFest

Foi encontrado o vencedor do 3º livre-trânsito para o JazzFest de Portalegre deste ano.

Novo Record: desta vez, foram precisos apenas 7 minutos para nos chegarem duas das quatro respostas correctas: Celso Miranda, José Eduardo Real, Luís Vintém ou Paulo Moreira.

E o vencedor foi Ricardo Pires.

Parabéns!

Obrigado a todos os outros participantes.

Na próxima 6ª feira, nova pergunta, nova oferta.

Estejam atentos.

Respondam correctamente à questão enviando email para geral@pormenores.pt e habilitem-se a um dos seis livre-trânsito para o JazzFest 2010 que temos para oferecer.

Participem!

Boa sorte a todos.

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cabeçalho -JazzFest

A Revista Pormenores, em parceria com o Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre, lança um Passatempo que oferece 6 livre-trânsito aos seus leitores para a edição do VIII JazzFest, a decorrer entre os dias 18 e 27 de Fevereiro.

Lançamos hoje a terceira pergunta do passatempo:

Quais os nomes de pelo menos dois dos quatro fotógrafos da Pormenores que fizeram fotografia na edição do JazzFest do ano passado?

Para participar basta responder por email para: geral@pormenores.pt

Será considerada vencedora a primeira resposta correcta recebida pela redacção nesta caixa de correio.

Boa sorte!

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cabeçalho -JazzFest

Foi encontrado o vencedor do 2º livre-trânsito para o JazzFest de Portalegre deste ano.

Desta vez, foram precisos 11 minutos para nos chegar a resposta correcta: Nuno Catarino.

E o vencedor foi Ricardo Batista.

Parabéns!

Obrigado a todos os outros participantes.

Na próxima 6ª feira, nova pergunta, nova oferta.

Estejam atentos.

Respondam correctamente à questão enviando email para geral@pormenores.pt e habilitem-se a um dos seis livre-trânsito para o JazzFest 2010 que temos para oferecer.

Participem!

Boa sorte a todos.

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Depois de nos terem sido dedicados alguns minutos no programa “Iniciativa” de 30 de Agosto de 2009, voltamos a ser mencionados, “ao de leve”, numa peça sobre projectos no interior do país, e sobre pessoas que optam por viver fora dos grandes centros urbanos.

O programa será exibido hoje às 19:00, na RTP2.

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cabeçalho -JazzFest

A Revista Pormenores, em parceria com o Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre, lança um Passatempo que oferece 6 livre-trânsito aos seus leitores para a edição do VIII JazzFest, a decorrer entre os dias 18 e 27 de Fevereiro.

Lançamos hoje a primeira pergunta do passatempo:

Qual foi o músico que participou na edição do JazzFest de 2009, e que foi também entrevistado para a secção Perfil, na primeira edição da Revista Pormenores?

Para participar basta responder por email para: geral@pormenores.pt

Será considerada vencedora a primeira resposta correcta recebida pela redacção nesta caixa de correio.

Boa sorte!

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jazzfest

A Revista Pormenores, em parceria com o Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre, lança um Passatempo que oferece 6 livre-trânsito aos seus leitores para a edição do VIII JazzFest, a decorrer entre os dias 18 e 27 de Fevereiro.

Para ganhar um dos livre-trânsito, basta estar atento às 6 perguntas que serão lançadas no blog da Revista Pormenores.

O primeiro a responder correctamente a cada pergunta será declarado vencedor.

As perguntas serão directamente relacionadas com a Revista Pormenores e com o JazzFest – recomendamos que tenham à mão a 1ª edição da Pormenores ou que consultem antecipadamente a página e o blog da Pormenores.

Funcionamento do Passatempo:

As perguntas referentes ao desafio do passatempo serão lançadas no blog da revista Pormenores – sempre às 16 horas – nas seguintes datas:

  • 1ª Pergunta – Dia 22 de Janeiro às 16h
  • 2ª Pergunta – Dia 29 de Janeiro às 16h
  • 3ª Pergunta – Dia 5 de Fevereiro às 16h
  • 4ª Pergunta – Dia 12 de Fevereiro às 16h
  • 5ª Pergunta – Dia 16 de Fevereiro às 16h
  • 6ª Pergunta – Dia 17 de Fevereiro às 16h

As respostas deverão ser enviadas para a redacção da Revista Pormenores através do e-mail: geral@pormenores.pt

Será considerada como vencedora, a primeira resposta correcta recebida pela redacção da Pormenores nesta caixa de correio.

Estejam atentos e sigam o Twitter da Pormenores, façam-se fãs ou juntem-se ao grupo da Pormenores no Facebook, para serem alertados na altura do lançamento de cada pergunta.

Boa Sorte!

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Alcides Parreira y Paulo Barbosa dirigen desde Portalegre la revista ‘Pormenores‘, editada por Canto da Página-Comunicação e Serviços. Con una tirada de 5.000 ejemplares y distribución por todo el país, ‘Pormenores’ es, probablemente, la revista cultural más importante del Alentejo, con una amplia selección de temas y una perspectiva que mezcla sabiamente los contenidos locales o regionales con una puerta siempre abierta al exterior, con España en lugar significativo. El ideario de la publicación es claro, en este sentido: «Nos mueven los detalles. Las pequeñas cosas que pueden marcar la diferencia. La palabra exacta para una frase, la definición exacta para un concepto. El mundo actual se mueve a una velocidad vertiginosa. No siempre se puede estar atento a lo que pasa a nuestro alrededor. Por eso pretendemos llevar hasta usted nuestra región. El Alentejo es más que planicies doradas y tiene muchas historias que contar. Pero no sólo de palabras vive el hombre».

Entre los contenidos habituales de la publicación, editada a todo color y con un elegante diseño, destaca su atención a temas como la literatura, la economía, el turismo, la ecología o la historia, hábilmente mezclados con entrevistas a personajes de actualidad y con secciones fijas, que marcan la identidad de la revista. Pormenores es, desde esta perspectiva, una fuente inagotable de información para todas aquellas personas interesadas en la vida y la evolución del Alentejo, desde una visión que une lo social con lo cultural, en un sentido amplio. Sus últimos números, además, han tenido siempre presentes temas de la agenda española, como los refugiados de nuestra Guerra Civil o diferentes aspectos de cooperación transfronteriza. Con esta receta, Pormenores se convierte, como reza su subtítulo, en una interesante fórmula para ‘Conocer y comprender mejor el Alentejo‘. Probablemente su mayor virtud, su característica más profunda, es la enorme diversidad y el rigor de sus contenidos, que convierten su lectura en un sugerente ejercicio de conocimiento de una realidad cercana y llena de matices. Una puerta abierta (otra más) a la experiencia de cruzar la raya y dejarnos envolver por una cultura y una forma de ver la vida y el paso del tiempo que, a pesar de estar a nuestro lado, es con frecuencia profundamente diferente a la de los españoles. Por eso Portugal es el valor añadido natural a nuestra condición de extremeños, un privilegio que nunca dejará de acompañarnos en nuestro código identitario.

http://www.hoy.es/20091031/sociedad/pormenores-revista-cultural-importante-20091031.html

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Apesar de todas as opiniões elogiosas e positivas face ao resultado final da Revista Pormenores, este projecto editorial exclusivamente alentejano – ainda só com quatro números nas bancas – vê-se obrigado a parar e a repensar a sua estratégia de futuro.

Resultado mais visível do trabalho de uma equipa jovem – e bastante pequena -, a Pormenores procurou preencher um espaço vazio, levando ao País uma outra noção do Alentejo, contrária aos estereótipos usualmente associados à região, aprofundando e incentivando o conhecimento em torno da mesma.

Alheios às opiniões negativistas que adivinham para o Alentejo um futuro pouco prometedor, contrariámos a tendência de décadas, preterindo os grandes centros urbanos e fixando-nos no interior. Apostámos numa região que consideramos a nossa, onde queremos viver e contribuir.

Não obstante o empenho e o esforço revelado por nós, é impossível sobrevivermos sozinhos. Os números que chegaram ao público foram financiados quase totalmente por nós. A angariação de publicidade tem-se demonstrado infrutífera junto do tecido empresarial da região e temos encontrado resistência por parte do sector público.

Sem o respaldo de nenhum grupo económico por detrás, as condições para continuar nestes termos são praticamente nulas, o que – para nosso desalento – nos obriga a repensar todo o projecto, estando mesmo em cima da mesa a sua continuidade.

Para evitar tal cenário, estamos de momento a desenvolver vários esforços, em diversas direcções, com o objectivo de encontrar os parceiros necessários para levar adiante a Revista Pormenores, recusando-nos a aceitar que este é um projecto inviável, especialmente quando o mesmo foi idealizado para funcionar com valores bastante abaixo de projectos do mesmo tipo.

Como resultado de tudo isto, até estarem reunidas todas as condições que consideramos necessárias à continuidade da revista, somos obrigados a fazer uma interrupção na sua saída para os leitores.

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A Revista Pormenores aposta numa publicação com conteúdos jornalísticos rigorosos, uma imagem gráfica cuidada e uma qualidade fotográfica elevada.

Contamos com vários especialistas nas mais variadas áreas, o que nos permite ambicionar oferecer uma publicação de referência.

Pormenores é uma revista mensal com artigos de fundo, maioritariamente grande reportagem de interesse cultural, social, económico, ambiental, entre outros.

Somos uma redacção jovem e empenhada em lançar no mercado uma publicação capaz de responder aos desafios do jornalismo actual.

A Revista Pormenores leva a região aos que nela vivem. No entanto, acreditamos que o Alentejo é merecedor de um interesse mais alargado, seja através dos muitos alentejanos espalhados pelo País, seja por uma ligação meramenente sentimental que vem ganhando força.

Nesse sentido, queremos estabelecer uma relação de proximidade que não é alcançada pelos órgãos de comunicação nacionais, trazendo a todos o que é de todos – uma informação concisa e verdadeira do Alentejo real.

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